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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ensaios do teatro GLBT


Anexo do Roteiro de Teatro Popular (GLBT) (04)

1ª experiência de Teatro Foro

Observações e experiências desenvolvidas

Foi comandado aos participantes que formassem duplas e criassem uma mini-peça do universo GLBT com duração mínima de cinco minutos, em quatro situações propostas abaixo:
No ônibus
No trabalho
Na escola
Em casa
Dinâmica: a peça era encenada normalmente uma primeira vez, e logo em seguida era encenada novamente com a participação do público (participantes da oficina e pessoas que estavam assistindo a aula). A participação do público se deu da seguinte forma, a partir da segunda apresentação as pessoas falavam “stop”, a cena parava e a pessoa falava o que estava errado na cena, e a mudança que pretendia operar dentro da peça.

1ª cena: no ônibus uma garota conversa com sua amiga ( e essa amiga é somente representada, não há presença física da mesma), sobre seu relacionamento afetivo e amoroso com outra garota, no banco de trás um passageiro fica irritado com a conversa e começa a ofender as duas garotas. Xingando-as de sapatão e demonstrando grande homofobia. A 1ª garota tenta desconversar e aceitar os insultos do homem, que não para de ofende-la e não a deixa descer no seu ponto.
Número de alterações: 1
Tempo: 15 minutos
Alteração: a amiga da garota ganha corpo e voz e reage contra seu antagonista. (mudança sugerida por Samantha, participante da oficina).
Desfecho: violência física entre antagonista e a amiga da garota.

2ª cena: no trabalho dois funcionários estão conversando na hora do almoço, até que o telefone do rapaz toca, ele atende e começa a conversar com outra pessoa de sexo até então não identificado. O rapaz desliga o telefone e se despede falando: tchau Daniel te amo! O outro funcionário se assusta e começa a recriminar e a ameaçar a integridade física do rapaz, por conta da sua orientação sexual.
O rapaz tenta disfarçar mas não consegue se livrar de seu antagonista, que até mesmo joga fora sua marmita e chama um terceiro elemento para ajuda-lo a divulgar a orientação sexual do rapaz e a constrange-lo até o ponto do mesmo ir embora.
Número de alterações: 3
Tempo: 25 minutos
Alteração: uma copeira aparece e recrimina o antagonista, o chefe aparece e recrimina o antagonista, o filho do antagonista aparece e assume que é homossexual. Todos vão resolver o problema no escritório do chefe.
Desfecho: sem punição aparente a qualquer um dos envolvidos.


3ª cena: pai lendo a bíblia junto a mãe, a mãe resolve chamar o filho que está no quarto a participar da leitura. Quando a mãe chega ao quarto do filho, o encontra se maquiando e com roupas femininas. Cria-se uma grande confusão e no decorrer da mesma o filho é expulso de casa.
Número de alterações: 4
Tempo: 35 minutos
Alteração: no quarto está escondido o namorado do filho que enfrenta os antagonistas, chega o obrero, o obrero desqualifica aquele tipo de relacionamento entre homossexuais. Chega o filho do obrero que revela ser gay.chega o namorado do obrero que o desmascara na frente de todos. O filho revolta-se com o alcoolismo e o jogo (vícios secretos) do pai e o fato do filho sustentar sozinho o lar.
Desfecho: O filho, o namorado do filho, o filho do obrero e o namorado do obrero demonstram toda a hipocrisia contida no lar “cristão” e os quatro saem juntos pra balada.

4ª cena: chega um professor (gay) substituto e tenta ministrar uma aula. O mesmo encontra um antagonista diferente (gay e negro) e os dois travam uma batalha verbal sem sentido um desqualificando o outro sistematicamente.
Número de alterações: 11
Tempo: 50 minutos
Alteração: entra o diretor da escola, quatro alunos, dois policiais, um promotor de justiça, o pai do aluno, o professor titular e um ativista GLBT.
Desfecho: Todos são orientados a resolverem seus conflitos e não serem preconceituosos. O aluno foi expulso, o professor foi preso, o pai foi expulso da escola.


Considerações finais:
Todos participaram da aula, modificaram a estrutura da apresentação, contudo continuaram com alguns preconceitos velados ou explícitos. Foi uma boa ponte entre os medos, conflitos e possíveis soluções.

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