sexta-feira, 17 de abril de 2009








A Federação LGBT do Distrito Federal e Entorno terá um estande cedido pelo GDF no dia 21 de abril no gramado da Esplanada dos Ministérios. “Será a primeira vez que a população/movimento LGBT terá espaço no dia do aniversário de Brasília”, comemora Jaques Jesus, presidente da Federação.No espaço será realizada distribuição de preservativos, informativos gerais da temática LGBT, DST/Aids e Homofobia. Além disso os militantes farão uma homenagem a Paulo Biagi, ativista falecido recentemente.“Divulgaremos as Paradas das Diversidade LGBT das Cidades do Distrito Federal e Entorno com a presença das drags Alice Bombom, Baby Happy e Nicole Francine”, disse Jaques. Uma bandeira do arco-íris gigante também estará aberta durante todo o evento.Os militantes prometem uma manifestação mais forte no show da cantora Cláudia Leitte, que se apresenta às 23h no palco principal. “Também iremos continuar a campanha pelos direitos previdenciários no DF e denunciar a homofobia de alguns parlamentares em relação a este projeto de lei que tramita na Câmara Legislativa,” completa Jaques. : : Para entrar em contatoFederação LGBT DFEEndereço: SBN - Quadra 2, Bloco J,Ed. Engº Paulo Maurício, Sala 314 - Brasília / DFsecretariageralfederacaolgbt@gmail.comTelefones: (61) 8136-4210 ou 8487-1315 . . . . . . . "

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Assassinatos de gays cresceram 55% em 2008


Fonte:Redação Terra


Um relatório do Grupo Gay da Bahia aponta que 190 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2008, o que representa um aumento de 55% em relação ao ano anterior, que teve 122 homicídios.

Segundo o levantamento, Pernambuco é o Estado mais violento, com 27 assassinatos, e o Nordeste, a região mais perigosa - um gay nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que nas regiões Sudeste e Sul.

O estudo mostra que 13% das vítimas tinham menos de 21 anos e predominam os travestis profissionais do sexo, cabeleireiros, professores e ambulantes. O Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos, seguido do México, com 35 assassinatos em 2008, e Estados Unidos, com 25.

De 1980 a 2008, foram documentados 2.998 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 35% (1.168 casos) a partir de 2000.

Os dados baseiam-se em notícias de jornal e internet, já que não existem estatísticas governamentais sobre crimes de ódio no Brasil. Os dados do relatório são creditados e citados pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos e pelo Departamento de Estado dos EUA.

União Civil

Após duas tentativas fracassadas, um casal gay de Jardim, no Mato Grosso do Sul, conseguiu a união civil, na última segunda-feira, por meio do 2º Cartório de Notas e Registro Civil de Jardim, com autorização da Justiça. Juntos há dois anos, o casal tentou realizar o casamento nas cidades de Naviraí e Aquidauana, mas tiveram o pedido negado.Lauzimar, natural de Aquidauana, é agente penitenciário da cadeia pública de Jardim. O estudante José Ricardo é de Naviraí e mudou-se junto com o funcionário público para Jardim há alguns meses.Segundo Lauzimar Acosta, eles buscaram informações na internet sobre a união de pessoas do mesmo sexo e, baseados nos materiais encontrados, procuraram o cartório da cidade, há cerca de três meses. Acosta disse que através da cartorária Zoila dos Santos Vasques Arashiro, que procurou orientação na Justiça, a juíza da cidade, Eucélia Moreira Cassal, autorizou a união homoafetiva (união de pessoas do mesmo sexo). A escritura pública declaratória de união homoafetiva é um documento de comprometimento para oficialização e reconhecimento da relação familiar.Para José Ricardo, a união é uma conquista e uma forma de combate ao preconceito. Segundo ele, o casamento serve de exemplo para outras pessoas do mesmo sexo que gostariam de fazer a união, mas não sabem como devem agir perante a lei. Questionado sobre preconceito, Ricardo completou:- Acho que não vamos ter problema com isso.F
onte: O Globo

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Travesti morre ao injetar silicone industrial no próprio corpo em Campinas



Fonte: G1


O silicone industrial serve para limpeza de carros e impermeabilização de azulejos. O produto é mais barato e diferente do que os médicos usam em implantes legalizados.


De acordo com o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, José Raimundo Bezerra Pinheiro, conhecido como Érica, passou mal após ter aplicado o produto nas nádegas na segunda-feira (23). O paciente havia chegado hospital com quadro clínico grave e características de uma infecção generalizada: febre alta, falta de ar e sangramento gástrico muito intenso. Ele não suportou as complicações e morreu.



Ainda neste ano, um travesti de 25 anos de Franca, a 400 km de São Paulo, também morreu ao aplicar silicone industrial. Ele o injetou nos glúteos e nas coxas, mas teve infecção generalizada e parada cardíaca.

MOTORISTA TRANSEXUAL DE ITU ENTRA NA JUSTIÇA PARA TRABALHAR DE VESTIDO E BATOM


O transexual Nilson Pereira da Silva recorreu à Justiça para reivindicar o direito de trabalhar com roupas de mulher. Ele é motorista de ambulância da prefeitura de Itu, a 98 km de São Paulo. E, desde que passou a usar vestido, sapato de salto alto e outros acessórios femininos, há dois meses, ele alega que foi retirado da escala de serviço. Não é a primeira vez que o motorista entra com um pedido por discriminação. Em 2008, ele alegou que o número de viagens diminuiu desde que assumiu a transexualidade.

Segundo Silva, o chefe do setor mandou que ficasse "à disposição" na repartição, mas não atribuiu ao funcionário nenhuma outra função. Como não é escalado para as viagens, o motorista permanece as 9 horas do expediente sentado num sofá na garagem das ambulâncias.



'Nilce'
Silva, que usa batom, lápis nos olhos e prefere ser chamado de 'Nilce', acha que está sendo discriminado. "Fiz concurso para essa função e fui aprovado, não quero ficar aqui parada", diz, contando que está "na fila" para fazer uma cirurgia de mudança de sexo.

Motorista concursado há 13 anos, ele conta que, antes de assumir a transexualidade, fazia viagens por todo o Estado para levar pacientes a hospitais e clínicas especializadas. Como agora não viaja, perdeu o direito a horas extras e outros benefícios, passando a receber apenas o salário regular.

O advogado de Silva, Maurício de Freitas, entrou com pedido de indenização na Justiça por assédio moral e discriminação. Ele quer, também, que seu cliente tenha reconhecido o direito de trabalhar vestido conforme sua opção sexual.

Numa audiência realizada na segunda-feira (30), no Fórum de Itu, foram ouvidas testemunhas que, segundo o advogado, atestaram a competência profissional do funcionário.



Outro lado
A prefeitura de Itu alegou que não há discriminação. De acordo com a chefia do setor, o motorista não tem sido escalado para viagens porque a ambulância que dirige sofreu avaria mecânica e está na oficina. A sentença deve ser dada em 40 dias.

Diversidade sexual

Procurado por telefone pelo G1 para comentar o assunto, Dimitri Sales, advogado e coordenador de políticas para diversidade sexual, órgão ligado à Secretaria da Justiça de São Paulo, informou que a Lei Estadual 10.948, de combate à homofobia, de 5 de novembro de 2001, destina garantir o tratamento igualitário entre qualquer cidadão e veta qualquer discriminação por conta da sexualidade do indivíduo.

“Ele [o transexual de Itu] tem identidade de gênero feminina. Acho que dirigir ambulância não é exclusivo de homens. Há mulheres que também dirigem. Portanto, não se pode impedir alguém de se vestir como mulher”, disse o advogado.

De acordo com Dimitri, transexual é aquele ou aquela que deseja alterar o corpo. Ele explica que o travesti é o indivíduo que tem identidade de gênero feminino, mas não faz a cirurgia. Já o homossexual é aquele ou aquela que se relaciona com pessoas do mesmo sexo.

terça-feira, 31 de março de 2009

Data das Paradas LGBT do Brasil


Portal sobre a Homossexualidade / Homossexualismo
Data das Paradas Gays que acontecem no ano de 2009.
Sujeito a possíveis mudanças. Fonte: ABGLT.


Mês 04


02/04/2009 Recife PE Recfest 2009 –

5º Festival Cultural GLBT05/04/2009

Abaetetuba PA 1ª Parada LGBTT19/04/2009

Rio Novo MG 2ª Parada LGBT dia 29/04




Mês 05

Bandeira Gay
17/05/2009 São Gabriel da Palha


Mês 06

ES 2º Manifesto LGBT 00/06/2009

Itajaí SC 3ª Parada do Orgulho Gay (data a confirmar) 07/06/2009

Brasília DF Parada LGBT do Distrito Federal14/06/2009

São Paulo SP XIII Parada do Orgulho LGBT de São Paulo22/06/2009

Alfenas MG V Semana Sul Mineira da Diversidade Sexual 28/06/2009

Ribeirão Preto SP 5ª Parada Gay de Ribeirão Preto 28/06/2009

Alfenas MG VI Parada do Orgulho LGBTT do Sul de Minas 28/06/2009

Porto Alegre RS Mini Parada do Desobedeça - Parque da Redenção 13hs28/06/2009


Mês 07

Avaré SP Parada da Solidariedade, no Parque Fernando Cruz Pimentel03/07/2009

Juazeiro do Norte CE Parada: Por um Cariri sem Homofobia, Mais Cidadania18/07/2009

Picos PI III Parada da Igualdade Macro Região de Picos19/07/2009

Bebedouro SP III Parada da Diversidade de Bebedouro19/07/2009

Codó MA 1ª Parada da Diversidade Sexual de Codó 23/07/2009

Pacatuba CE Semana - reuniões e palestras nas escolas 26/07/2009

Pacatuba CE Parada 26/07/2009

Sobradinho DF 1ª Parada LGBT Elos - Grupo LGBT do Distrito Federal 27/07/2009

Mês 08

São José do Rio Preto SP IX Parada GLSBT de São José do Rio Preto 02/08/2009

São Sebastião do Passé BA IV Parada pela Diversidade LGBTT 05/08/2009

São João del Rei MG II Semana da Diversidade Sexual das Vertentes 09/08/2009

São João del Rei MG II Parada do Orgulho de LGBTTS Região das Vertentes 16/08/2009

Taguatinga DF 4ª Parada LGBT Federação LGBT do Distrito Federal e Entorno 23/08/2009

Itaúna MG 6ª Parada LGBT de Itaúna 28/08/2009


Mês 09

Cabo de Santo Agostinho PE 7ª Semana da Diversidade - 28/08 a 06/0929/08/2009

Natal RN 2ª Caminhada de Lésbicas de Natal / Seminário de Lésbicas 30/08/2009

Feira de Santana BA 8ª Parada Gay de Feira de Santana 01/09/2009

Cabo Frio RJ 6º Cabo Free - Encontro de Cultura LGBT de Cabo Frio06/09/2009

Cabo de Santo Agostinho PE 7ª Parada LGBT Grupo Homossexual do Cabo 06/09/2009
Camaçari BA 8ª Parada Gay de Camaçari 06/09/2009

Cabo Frio RJ 5ª Parada do Orgulho LGBT de Cabo Frio 06/09/2009

Divinópolis MG 6ª Parada do Orgulho LGBT13/09/2009

Boa Vista RR 8ª Parada pela Diversidade Sexual de Boa Vista 13/09/2009

Salvador BA IX Parada Gay13/09/2009

Paço do Lumiar MA III Parada do Orgulho LGBT de Paço do Lumiar 20/09/2009

Nova Iguaçu / Cabuçu RJ 2ª Parada LGBTS de Cabuçu 20/09/2009

Simões Filho BA 5ª Parada Gay de Simões Filho 20/09/2009

Lauro de Freitas BA 4ª Parada do Orgulho LGBT 26/09/2009

Olímpia SP III Parada GLSBT de Olímpia 26/09/2009

Recanto das Emas DF 2ª Parada LGBT Integração 27/09/2009

Curitiba PR 12ª Parada da Diversidade de Curitiba e 1ª LAC Pride –

Parada da América Latina e do Caribe 27/09/2009


Meses 10, 11 e 12


Ilhéus BA V Parada Gay de Ilhéus 25/10/2009


Ipatinga MG 3ª Parada do Orgulho LGBTTS Vale do Aço atendimento 15/11/2009

Catanduva SP II Parada da Diversidade Grupo Reveja Ação e Pesquisa da Diversidade Sexual 06/12/2009

Cruz das Almas BA II Parada da Diversidade Grupo LGBT Omni

.................................... Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário(Homossexualidade)
Escreva para contato.homossexualidade@uol.com.br - Homossexualidade

SEXO COM MENINAS POR R$ 15,00 NA FERCAL




Erika Klingl - Correio Braziliense Comentários Avalie esta notícia



Publicação: 31/03/2009 07:56 Atualização: 31/03/2009 08:07 Quando a professora viu as três meninas chegando de cabelo molhado na sala de aula, às 16h de um dia normal de escola, não teve dúvidas. Iara*, de 13 anos, Jaqueline*, 12, e Antônia*, 13, precisavam de conselhos. As amigas foram atraídas pela fama de um lugar no coração da Fercal que, além de crianças e adolescentes, reúne homens de Sobradinho, Planaltina e de 12 comunidades da região. Lá, a exploração sexual infantil ocorre em plena luz do dia, na curva do Córrego da Sucuri, com direito a trilha sonora, cerveja e os mais variados tipos de droga. Aos 15 anos, Rafaela* conhece bem a realidade que deixa lotado o pequeno ribeirão de água gelada até nas tardes de dias úteis.

O procedimento é sempre o mesmo. As meninas entram na água de roupas íntimas e deixam as camisetas, saias e calças espalhadas pela margem. De vez em quando, uma delas sai da água para se mostrar aos adultos ou jovens que vão até lá. É quase como se fosse uma escolha de mercadoria. A aproximação se dá ali mesmo no córrego e as relações sexuais ocorrem atrás de moitas, pedras ou dentro da água. Na imensa maioria das vezes, sem nenhum tipo de proteção.

O pagamento é negociado a cada abordagem, a partir do que o explorador tem para oferecer. Quem tem droga paga com maconha, cocaína, crack, merla e até haxixe. A última delas é a mais valiosa e garante maior poder ao explorador. Já o crack não é aceito por todas. “O crack acaba com a gente. Eu não vou por ele”, afirma Rafaela. Quem não tem, dá dinheiro. E não é necessário muito. Uma transa pode sair por menos de R$ 15.

“Durante três anos eu fui ao córrego todos os dias em vez de ir para a aula”, conta a garota. Nesse período, dos 12 aos 15 anos, ela perdeu os três anos letivos. Todos por falta. A adolescente também perdeu um bebê. Com 13 anos, teve a gravidez interrompida aos seis meses quando foi empurrada no chão em uma briga. Três dias antes de conversar com a reportagem do Correio, a rotina de Rafaela foi descoberta pelo irmão mais velho e levada ao conhecimento dos pais. Desde então, ela tenta se manter longe de lá, mas admite que está difícil. O apelo das drogas e das amigas fala alto. “É ‘de boa’. Não tem nada demais e a gente se diverte”, comenta Paula, 17.

“Pior é ir ao posto. Lá, sim, é ‘esparrado’”, diz, referindo-se à gíria usada para designar um lugar muito frequentado por gente conhecida. Paula sabe o que diz. Há dez dias, ela foi vista saindo da boleia de um caminhão carregado de cimento, das fábricas da região, pela tia. “Ela tinha ido comprar pão e me viu. Foi difícil disfarçar”, comenta. As duas admitem que existem riscos na atividade, principalmente longe dali. “Quando os caras chamam a gente para ir ao Plano ou para Planaltina, eu não vou. Se acontece alguma coisa lá ninguém fica sabendo”, diz Paula.

Fio de cabelo
Quando as primas Rita*, 14, e Luiza*, 17, chegaram ao Córrego do Sucuri, o som do bar tocava a todo o volume o clássico sertanejo Fio de Cabelo na voz de Chitãozinho e Xororó. As duas riram e foram direto para a água. Foram necessários menos de 10 minutos para que um carro estacionasse ao lado da curva do córrego. Dois amigos de 22 anos desceram do automóvel com uma garrafa de vodca e um pacote pequeno, fechado com um nó. Dentro, havia cocaína. “Dei uma fugida do trabalho e vim aqui curtir e relaxar a cabeça”, disse um deles. “A gente não força nada. Elas só fazem o que querem, que é curtir também.” Naquele dia, Luiza fez sexo após consumir uma grande quantidade de vodca e voltou para casa apenas depois que o cheiro do álcool foi embora.

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda foi procurada para comentar os problemas ligados à juventude na região da Fercal, principalmente a exploração sexual de meninas. A secretária Eliana Pedrosa admitiu que a região inspira cuidados. “Lá, temos o problema do grande fluxo de caminhoneiros. Nossas equipes estão com atenção redobrada”, afirmou. “Vamos pelo menos uma vez por semana lá. Não é a frequência ideal, mas isso irá mudar com a conclusão do concurso para assistentes sociais em abril.”

De acordo com Eliana Pedrosa, quem atende as principais denúncias é o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) de Sobradinho. “Não é uma apuração e combate simples porque quem pratica a exploração sexual de crianças e adolescentes não conta isso abertamente e as meninas e meninos também se recolhem e não se abrem para os problemas”, completa.

Escola precisou ser transferida

Na comunidade de Queima Lençol, a poucos quilômetros da Fercal, a exploração ocorria na porta de um centro de ensino fundamental, às margens da DF-150, até o ano passado. “Os caminhoneiros não conseguem carregar os veículos no dia em que chegam e dormem nas boleias”, diz um professor. “As meninas que esperavam o início da aula ficavam sujeitas à exploração.” O problema, denunciado por professores, foi somado às queixas de poluição do ar e resultou na transferência da escola, por exigência do Ministério Público do DF.

Desde 9 de fevereiro, os 454 estudantes estudam em Sobradinho II. A transferência desagradou à comunidade, formada, em sua maioria, por funcionários da fábrica de cimento. O medo de que a escola não volte a funcionar ali fez com que se criasse uma lei do silêncio. “Não posso falar porque meu pai não quer”, disse uma menina de 14 anos. “Só sei que acontecia perto da pedreira”, diz a garota. (EK)

O que diz a lei

A exploração sexual implica a utilização de crianças e adolescentes com fins comerciais e lucrativos. Quase sempre existe um aliciador, pessoa que lucra intermediando a relação entre a criança ou o adolescente e o usuário ou cliente. É caracterizada também pela produção de materiais pornográficos — vídeos, fotografias, filmes, sites. O Estatuto da Criança e do Adolescente tem artigos que protegem meninos e meninas de crimes sexuais. A Lei 8069/90 prevê no Art. 244 uma pena de quatro a dez anos de reclusão e multa para quem submeter criança ou adolescente à exploração sexual. Incorrem nas mesmas penas o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas sexuais. Vale ressaltar também que relação sexual com pessoa menor de 14 anos é tida como violência presumida, ou seja, segundo a lei brasileira, estupro. Pelo art. 224 do Código Penal, menores de 14 anos não têm maturidade suficiente para consentir uma relação sexual.